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  • Jônatas Oliveira

Apresentação

Atualizado: 1 de Nov de 2019

Olá,


Esse é o primeiro texto de vários que irei compartilhar com vocês a partir de hoje. Apesar de muitos conhecerem a página no Instagram (@nutri_jonatas) talvez seja interessante me apresentar um pouco mais e também apresentar a visão que tenho sobre como fazer nutrição pensando em comportamento.


Comportamento e comida é o nome da página no Instagram. Pensei exatamente em colocar comportamento primeiro pelo motivo de que é um termo que abrange uma série de questões relevantes para nossa saúde mental e física (e alimentação também). Tudo que fazemos são comportamentos, e entender como eles acontecem, quais são os motivos, as circunstâncias e ambientes envolvidos no comportamento humano é essencial.


Muitas vezes fazemos coisas que não gostamos e até mesmo coisas que gostamos em algum nível, mas não entendemos os porquês. A segunda palavra do nome é ‘comida’, pois é disso que mais tratamos depois de pensar em comportamentos que nos levam a comer. A nutrição é apenas o resultado final do comportamento comer (é um processo fisiológico pouco controlado), portanto controlar a nutrição é algo muito mais difícil do que pensar em comportamentos alimentares e comida.


Dito isso eu acho importante te dizer um pouco mais sobre como essa visão tem ajudado muitas pessoas a melhorarem a relação com a comida. Estudar pensamentos, emoções e sentimentos envolvidos no ato de comer nos traz uma gama de oportunidades de atuação e entendimento de como nossos hábitos alimentares foram se desenvolvendo ao longo do tempo.


Por um tempo estudei comportamentos de ratos que comiam biscoito Oreo, e buscávamos ver diferenças entre animais que tinham alto consumo (propensos para compulsão) e outros que comiam menos (resistentes para compulsão alimentar). Muitos questionamentos interessantes surgiram, mas foi só entrando em contato com as pessoas que tem compulsão alimentar (e outros transtornos) que pude perceber como são diversos os motivos, históricos, gatilhos e contextos que levam ao surgimento deste comportamento.


Estudar os transtornos alimentares nos traz uma série de lições que podem ser aplicadas para qualquer pessoa. Muitos me perguntam: você só atende transtorno alimentar ? A resposta é NÃO!!


Pensar comportamento alimentar é relevante para todos os cenários alimentares, desde aquele paciente que está no hospital e rejeita a comida, até aquela criança que come rápido na merenda escolar e repete, enquanto as outras ficam bem com um prato só. O que estes dois cenários tem em comum? Comportamentos ! Mas para além disso os motivos e contextos. É por isso que em um acompanhamento focado em comportamento tratamos de toda a história alimentar, de peso, relações interpessoais e desejos internalizados.


Atualmente a nutrição está afetada por diversos discursos rotulados “cientificamente” e propagados para “vender”. Esta é a real. Poucos estão preocupados com um ganho ou perda de peso rápidos, e efeitos que isso tem no metabolismo e comportamentos, poucos estão preocupados com a pessoa que traz uma queixa (olham e tratam somente o sintoma). Poucos dedicam tempo e vida para estudar como poder atender melhor, ajudar e promover saúde sem modismos. A nutrição vem crescendo com uma “corrente” de profissionais questionadores e muitas vezes tachados de “permissivos” (Pode comer tudo! Pode fazer o que quiser, Nada faz mal), porém a realidade do atendimento focado em comportamento está longe de ser o que vocês visualizam em postagens curtas e frases de efeito.


Penso também na importância dessa newsletter para conversamos mais sobre temáticas que já foram abordadas em alguns posts ou destaques, mas que merecem um maior aprofundamento e referências científicas.


Vamos juntos !

Abraço,



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