“O seu prato pode estar perfeito, mas a mentalidade ao comer determina sua saúde

jônatas oliveira

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QUEM SOU

 

Sou um nutricionista que acredita em sintonia entre a mentalidade ao comer e comportamentos alimentares. Acredito que trabalhando a forma como nos relacionamos com a comida é possível criar novos hábitos e mudanças.

 

Acredito em uma nutrição que simplifica, porém questiono. Acredito que o mundo precisa de mais empatia e autocompaixão alimentar.

 

Acredito que cada um deve olhar para seu passado alimentar sem julgamentos, e olhando para a frente (digo, para o futuro) se questionar: o que você pode fazer de bom para si mesmo hoje? 

FORMAÇÃO

Graduado em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

 

Aprimorado em Transtornos Alimentares pelo Programa de Transtornos Alimentares (AMBULIM-IPq-HC) da Universidade de São Paulo (USP)

 

Pesquisador associado ao Núcleo de Pesquisa e Ensino do AMBULIM (NUPE) 

 

Atua junto a equipe multidisciplinar do Grupo de Estudos em Comer Compulsivo e Obesidade (GRECCO) do Programa de Transtornos Alimentares (AMBULIM-IPq-HC) da Universidade de São Paulo (USP). 

IMPORTÂNCIA DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR

O ato de comer, é um comportamento que pode ser estudada por meio de diversas abordagens, como a antropológica, a psicológica e a neurológica. Apesar de diversas disciplinas terem se debruçado sobre o extenso material que temos de comportamento alimentar, é na associação entre elas que poderemos chegar em conclusões sobre como inovar na forma que pensamos sobre alimentação. A relação entre o ato de comer (comportamento) e a alimentação (tudo que envolve o comer) é complexa, pois existem diversos determinantes como ambiente, contexto, e cultura, que permeiam uma escolha alimentar e o comportamento final. Segundo a antropologia, a comida e o comer como ato são representantes de crenças, costumes, preferências e história, o que aumenta a complexidade do comportamento alimentar quando busca-se por determinantes de escolha e consumo (Contreras & Gracia, 2011). 

Dada importância da comida para sobrevivência e interações culturais, a interação entre áreas sensoriais, motoras, de percepção e atencionais com o ambiente externo representam uma janela de desenvolvimento psíquico no período da infância, onde a familiaridade com novos alimentos e formação de práticas da vivência humana, como por exemplo escolhas e comportamentos alimentares. Você certamente se lembra de eventos e refeições que realizou durante a infância, e de como isso te marcou podendo até influenciar a forma com a qual você se relaciona com a comida atualmente. A regulação homeostática e consciência interoceptiva (consciência dos sinais de fome e saciedade) na infância também representam aspectos biológicos que são influenciados pela aprendizagem, memória e ambiente externo (Choudhury, 2009).

A visão reducionista considera ver a alimentação como objetivo apenas de nutrir, e isso pode ser um dos fatores que limita as possibilidades de entender funções e usos da comida. Todos os processos em nutrição visam sair de um ponto A e chegar em um ponto B, mas ainda existe uma grande dificuldade de entender que para isso é preciso que alguns comportamentos sejam mudados. Mudar não é apenas receber uma lista de substituições ou planejar refeições, pois mudar implica em entendermos os usos e funções da comida. Por meio da comida você concretiza e expressa um série de coisas. 

Outros determinantes do consumo alimentar tem sido relacionados a uma série de desfechos negativos em saúde. Eles são 1) exposição à mídia, 2) estereótipo de peso, 3) insatisfação corporal, 4) prática de dieta (no inglês “dieting”), 5) falar sobre estar gordo (no inglês “fat talk”), 6) comer emocional, 7) perfeccionismo e 8) o ideal de supermulher. Além disso no último meio século o padrão de corpo feminino foi se estabelecendo cada vez mais magro e inatingível (Urquhart & Mihalynuk, 2011). 

Estes aspectos geram influência sobre como as mulheres são vistas e se colocam na sociedade, pelas cobranças e expectativas que se tem sobre o corpo, necessidade de adequação social e desejabilidade. Os comprometimentos em decorrência de uma mentalidade e comportamentos dentro desta dinâmica são a diminuição da comensalidade, risco para doenças crônicas, desconexão com sensações físicas que fisiologicamente induzem e regulam a busca, consumo, e término das refeições. Com isso há um desequilibro na saúde mental, com efeitos no corpo e metabolismo com o surgimento de doenças crônicas e também o Comer Transtornado e os Transtornos Alimentares. 

Contreras, J., & Gracia, M. (2011). Alimentação, sociedade e cultura. In Alimentação, sociedade e cultura.

Choudhury, S. (2010). Culturing the adolescent brain: what can neuroscience learn from anthropology?. Social cognitive and affective neuroscience, 5(2-3), 159-167.

Urquhart, C. S., & Mihalynuk, T. V. (2011). Disordered eating in women: implications for the obesity pandemic. Canadian Journal of Dietetic Practice and Research, 72(1), e115-e125.

TRAJETÓRIA

Nutricionista (2016) pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Durante a graduação colaborou por três anos em pesquisa no Laboratório de Neuroquímica e Comportamento (LNC-UNIFESP).

 

Realizou duas iniciações científicas: uma com modelo animal para compulsão alimentar (bolsista FAPESP), e outra sobre rastreamento de Transtornos Alimentares em população não-clínica. Em 2016 recebeu o Prêmio Jovem Neurocientista pela Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC). Interrompeu o Mestrado em Ciências Morfofuncionais no Instituto de Ciências Biomédicas da USP em 04/2017.

 

Em 2018 concluiu o Aprimoramento em Transtornos Alimentares pelo Programa de Transtornos Alimentares (AMBULIM-IPq-HCFMUSP) e atualmente é mestrando em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP e pesquisador colaborador do AMBULIM (junho/2017- Atual). Nutricionista colaborador do Ambulatório do Grupo de Estudos em Comer Compulsivo e Obesidade (GRECCO) do AMBULIM (março/2019 - Atual).

 

Seus temas de pesquisa são Desejos intensos por comida (food craving), Neurociência do comportamento alimentar, Autocompaixão e Transtornos Alimentares.

 

 

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© 2019 por Jônatas Oliveira