“O seu prato pode estar perfeito, mas a mentalidade ao comer determina sua saúde

Jônatas Oliveira

  • Instagram
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn ícone social
  • E-book Entendendo a Compulsão Alimentar

QUEM SOU

 

Sou um nutricionista que acredita em sintonia entre a mentalidade ao comer e comportamentos alimentares. Acredito que trabalhando a forma como nos relacionamos com a comida é possível criar novos hábitos e mudanças.

 

Acredito em uma nutrição que simplifica, porém questiono. Acredito que o mundo precisa de mais empatia e autocompaixão alimentar.

 

Acredito que cada um deve olhar para seu passado alimentar sem julgamentos, e olhando para a frente (digo, para o futuro) se questionar: o que você pode fazer de bom para si mesmo hoje? 

perfil_correta.jpeg
FORMAÇÃO

Graduado em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

 

Aprimorado em Transtornos Alimentares pelo Programa de Transtornos Alimentares (AMBULIM-IPq-HC) da Universidade de São Paulo (USP)

 

Pesquisador associado ao Núcleo de Pesquisa e Ensino do AMBULIM (NUPE) 

 

Atua junto a equipe multidisciplinar do Grupo de Estudos em Comer Compulsivo e Obesidade (GRECCO) do Programa de Transtornos Alimentares (AMBULIM-IPq-HC) da Universidade de São Paulo (USP). 

IMPORTÂNCIA DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR

O ato de comer, é um comportamento que pode ser estudada por meio de diversas abordagens, como a antropológica, a psicológica e a neurológica. Apesar de diversas disciplinas terem se debruçado sobre o extenso material que temos de comportamento alimentar, é na associação entre elas que poderemos chegar em conclusões sobre como inovar na forma que pensamos sobre alimentação. A relação entre o ato de comer (comportamento) e a alimentação (tudo que envolve o comer) é complexa, pois existem diversos determinantes como ambiente, contexto, e cultura, que permeiam uma escolha alimentar e o comportamento final. Segundo a antropologia, a comida e o comer como ato são representantes de crenças, costumes, preferências e história, o que aumenta a complexidade do comportamento alimentar quando busca-se por determinantes de escolha e consumo (Contreras & Gracia, 2011). 

Dada importância da comida para sobrevivência e interações culturais, a interação entre áreas sensoriais, motoras, de percepção e atencionais com o ambiente externo representam uma janela de desenvolvimento psíquico no período da infância, onde a familiaridade com novos alimentos e formação de práticas da vivência humana, como por exemplo escolhas e comportamentos alimentares. Você certamente se lembra de eventos e refeições que realizou durante a infância, e de como isso te marcou podendo até influenciar a forma com a qual você se relaciona com a comida atualmente. A regulação homeostática e consciência interoceptiva (consciência dos sinais de fome e saciedade) na infância também representam aspectos biológicos que são influenciados pela aprendizagem, memória e ambiente externo (Choudhury, 2009).

A visão reducionista considera ver a alimentação como objetivo apenas de nutrir, e isso pode ser um dos fatores que limita as possibilidades de entender funções e usos da comida. Todos os processos em nutrição visam sair de um ponto A e chegar em um ponto B, mas ainda existe uma grande dificuldade de entender que para isso é preciso que alguns comportamentos sejam mudados. Mudar não é apenas receber uma lista de substituições ou planejar refeições, pois mudar implica em entendermos os usos e funções da comida. Por meio da comida você concretiza e expressa um série de coisas. 

Outros determinantes do consumo alimentar tem sido relacionados a uma série de desfechos negativos em saúde. Eles são 1) exposição à mídia, 2) estereótipo de peso, 3) insatisfação corporal, 4) prática de dieta (no inglês “dieting”), 5) falar sobre estar gordo (no inglês “fat talk”), 6) comer emocional, 7) perfeccionismo e 8) o ideal de supermulher. Além disso no último meio século o padrão de corpo feminino foi se estabelecendo cada vez mais magro e inatingível (Urquhart & Mihalynuk, 2011). 

Estes aspectos geram influência sobre como as mulheres são vistas e se colocam na sociedade, pelas cobranças e expectativas que se tem sobre o corpo, necessidade de adequação social e desejabilidade. Os comprometimentos em decorrência de uma mentalidade e comportamentos dentro desta dinâmica são a diminuição da comensalidade, risco para doenças crônicas, desconexão com sensações físicas que fisiologicamente induzem e regulam a busca, consumo, e término das refeições. Com isso há um desequilibro na saúde mental, com efeitos no corpo e metabolismo com o surgimento de doenças crônicas e também o Comer Transtornado e os Transtornos Alimentares. 

Contreras, J., & Gracia, M. (2011). Alimentação, sociedade e cultura. In Alimentação, sociedade e cultura.

Choudhury, S. (2010). Culturing the adolescent brain: what can neuroscience learn from anthropology?. Social cognitive and affective neuroscience, 5(2-3), 159-167.

Urquhart, C. S., & Mihalynuk, T. V. (2011). Disordered eating in women: implications for the obesity pandemic. Canadian Journal of Dietetic Practice and Research, 72(1), e115-e125.

TRAJETÓRIA

Nutricionista (2016) pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Durante a graduação colaborou por três anos em pesquisa no Laboratório de Neuroquímica e Comportamento (LNC-UNIFESP).

 

Realizou duas iniciações científicas: uma com modelo animal para compulsão alimentar (bolsista FAPESP), e outra sobre rastreamento de Transtornos Alimentares em população não-clínica. Em 2016 recebeu o Prêmio Jovem Neurocientista pela Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC). Interrompeu o Mestrado em Ciências Morfofuncionais no Instituto de Ciências Biomédicas da USP em 04/2017.

 

Em 2018 concluiu o Aprimoramento em Transtornos Alimentares pelo Programa de Transtornos Alimentares (AMBULIM-IPq-HCFMUSP) e atualmente é mestrando em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP e pesquisador colaborador do AMBULIM (junho/2017- Atual). Nutricionista colaborador do Ambulatório do Grupo de Estudos em Comer Compulsivo e Obesidade (GRECCO) do AMBULIM (março/2019 - Atual).

 

Seus temas de pesquisa são Desejos intensos por comida (food craving), Neurociência do comportamento alimentar, Autocompaixão e Transtornos Alimentares.

 

 

CONTATO

TELEFONE

(11) 98239 - 9395

ENDEREÇO

Rua Domingos de Morais 2781, Vila Mariana, São Paulo, SP 04035-001

(próximo ao Metrô Santa Cruz)

EMAIL

Seus detalhes foram enviados com sucesso!